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sábado, 25 de outubro de 2008

Monty Python - O sentido da vida


Os britânicos do grupo comediante, Monty Python, realizou um filme no começo da década de 80, chamado “Monty Python – O sentido da vida”. É um filme satírico dividido em episódios nos quais abordam assuntos basilares da vida humana como morte, Deus, família, economia, moral, política, guerra, sexo, e, é claro, o sentido da vida. Cada episódio trata de um tema diferente sob a ótica do cotidiano e das banalidades da vida.

É bem atual o primeiro episódio. Nele vemos uma seguradora que emprega vários velhos em sua contabilidade. Para fiscalizar o trabalho duro desses senhores, a seguradora mantém jovens elegantes. O ambiente é sufocante e ordeiro. Após uma demissão, os senhores se rebelam contra os jovens e a vida laboral. As cidades que são formadas como ilhas, e os prédios como navios remetem sempre ao mundo financeiro. Neste universo de quimera, os velhos levantam âncora e saem como piratas pelos mares das finanças em busca de ilhas financeiras da onde possam tirar os seus dividendos. Por mais estranho que pareça, o filme nos faz pensar na loucura da vida cotidiana e torna-se bem atual após ¼ de século.

Sugiro que assistam ao filme. Além de ser uma comédia de ótima qualidade, com tiradas surpreendentes e inteligentes que nos fazem meditar sobre a vida, é também um filme eclético quando mistura comédia, drama, musical e animações. Estas últimas lembram muito animações que vemos em clips de bandas reconhecidas como Oasis, e em programas de TV.  

Dois outros filmes da série são igualmente recomendáveis: A vida de Brian e Monty Python e o Santo Graal. 

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Batman, o cavaleiro das trevas (Heath Ledger, o Coringa)



      Um amigo me disse há algumas semanas para eu assistir o novo filme do Batman. Segundo ele, que não havia visto ainda, mas que lera as críticas “about”, o filme era o melhor do ano, e o ator que interpretou o Coringa teria sido genial. Bom, eu fui ao cinema com a minha alemoa. A decisão de ir já foi um problema à parte. Enquanto eu preferia ir ao cinema cultural por assim dizer, assistir algum filme no Belas artes ou Usina, ela queria porque queria ir assistir a hollywoodiana “película”. Como sempre acontece nos casais que precisam decidir algo, a mulher acaba vencendo pelo cansaço. Fomos ao cinema de massa, assistir um filme de massa. 
     Confesso que alimentei minhas expectativas, e acabei decepcionado. Nem tanto pelo filme que, por sinal, é um bom filme, e mais pela tal interpretação de Heath Ledger. Falar que ele foi genial na interpretação é puro excesso do sensacionalismo de tablóide. Ele não tem nada de muito especial, é um bom ator, fez uma boa interpretação, nada mais do que isso. A personagem do Coringa ajudou muito. É uma personagem intrigante, inteligente, politicamente incorreto, blasfemador da moralidade plebéia; e isso o torna, por si mesmo, atraente. Quando Jack Nicholson interpretou o Coringa, a fascinação foi semelhante. Tanto Jack Nicholson quanto Heath Ledger tiveram o benefício da personagem, mas Heath Ledger teve três pontos a mais: os diálogos bem elaborados, a morte pós-filme; pré-estréia, e o tempo. Todos sabemos como a morte dos artistas acrescenta uma aura mórbida e sedutora à imagem. Já os diálogos, foram muito marcantes, possuíam o tempero certo de choque, inteligência e clareza concisa. O terceiro fator, o tempo, é algo que poucos perceberam, mas se repararem bem, verão que foi dado uma proeminência maior para a personagem do Coringa. Os fatos mais chamativos e os diálogos mais ovacionados, tinham o Coringa como o antagonista mais protagonista do que nos filmes anteriores. Três fatores que, indubitavelmente, iluminaram as línguas críticas e aguçaram a curiosidade das massas. 

      

       Não discuto mais o mérito. Heath Ledger teve os seus, assim como Jack Nicholson também. Ambos personagens esféricas. Mas pirotecnia sensacionalista à parte, Heath Ledger deu vida ao Coringa; mas o Coringa eternizou a morte de Heath Ledger. 
       E para não dizerem que deixei o filme de lado, esse novo filme do Batman foi o mais realista. Até as cenas mais bizarras tinham um “Q” realista que outros filmes da série não continham. A cidade de Gotham é mais realista; a vida do Batman e dos coadjuvantes também; tiraram o marcante porém cômico, “gás do riso”, e acrescentaram um humor mais psicopata e verossímil. Com certeza, o melhor filme do Batman já rodado.   

Ficha Técnica:   

Título Original: The Dark Knight 
Lançamento (EUA): 2008
Estúdio: Warner Bros. Pictures / DC Comics
Direção: Christopher Nolan
Roteiro: Jonathan Nolan e Christopher Nolan
Produção: Christopher Nolan, Charles Roven e Emma Thomas   

Elenco: 

Christian Bale (Bruce Wayne / Batman)
Michael Caine (Alfred Pennyworth)
Heath Ledger (Coringa)
Morgan Freeman (Lucius Fox)
Gary Oldman (Tenente James Gordon)
Aaron Eckhart (Harvey Dent / Duas-Caras)
Elenco: Christian Bale (Bruce Wayne / Batman)
Michael Caine (Alfred Pennyworth)
Heath Ledger (Coringa)
Morgan Freeman (Lucius Fox)
Gary Oldman (Tenente James Gordon)
Aaron Eckhart (Harvey Dent / Duas-Caras)



quarta-feira, 9 de julho de 2008

BURTON & DEPP


Convenhamos, todo mundo gosta de uma boa história de vingança. Eu, particularmente, amo vinganças, principalmente quando possuem muito sangue, violência, roteiros loucos e com algum nível de planejamento (Este último item eu não faço muita questão, uso minha imaginação complementar mesmo). Para quem aprecia estas características precisa ver o filme “Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”. É uma reedição interessante (diferentemente da maioria das reedições que inflam a glândula da ressaca), além de ser um musical que também foge da tediosa mania dos americanos de trazerem a broadway  para as telonas.

Tim Burton e Johnny Depp constituem mais uma vez uma dupla perfeita neste filme. (Outros filmes que eles também fizeram juntos, foram: ”Edward Mãos de Tesoura”,  “ Ed Wood”,  e  “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça”). Burton, diretor aficionado desde a infância com a literatura obscura de Edgar Allan Poe, transladou para o cinema todo o ambiente imaginativo e sombrio das impressões que teve na infância. Mas nada seria possível sem a presença de Johnny Depp. Depp, talvez o artista mais underground de Hollywood e um histórico de vida repleto de traumas.

Só sugiro este filme para pessoas um pouco "atordoadas" e muito imaginativas; os normais verão apenas o filme...


sábado, 31 de maio de 2008

A trilogia da vingança


Há bastante tempo alimento grande simpatia pela obra de Akira Kurosawa, sempre o vi como uma exceção na mediocridade do cinema oriental. Abro ainda poucas exceções, e a elas posso me referir sem medo de extrapolar nomes: Hiroshi Teshigahara (Mulher de areia), Nagisa Oshima (Império dos sentidos), Shohei Imamura (A enguia). Filmes coreanos como “Yesterday” e “A irmandade da guerra” são filmes completamente banais. Na China, o contraste entre as superproduções e o cinema independente, nas primeiras prevalece o estilo hollywoodiano, e nos segundos, histórias boas, arte péssima.

 

No meio do plagiado cinema chinês e do decadente cinema japonês, eis que surge Chan-wook Park, coreano que ultrapassa em muito a qualidade dos seus conterrâneos. Em sua trilogia da vingança ficam claras as características únicas do cinema feito por esse cineasta: Violência subentendida, jogos psicológicos, tradição moral e rompimento, contraste de cores e ambientes, flash-backs, dramaticidade e mistério, atores dramáticos com talento suficiente para não exagerarem e roteiros que contam histórias de vingança e horror humano; são algumas das características particulares dos filmes de Chan-wook Park. 


    A trilogia da vingança, sua obra mais importante, nos apresenta três filmes feitos para a catarse do expectador. Em Oldboy, a reviravolta de sentimento é desconcertante, o bom se torna mal, e o mal se torna bem, e no final, o esgotamento de apego emocional por personagens desaparece no niilismo. Em Mr. Vingança há uma loucura que envolve tráfico de órgãos, fanatismo ideológico, e poder. Em Lady Vingança, a consolidação da temática em nossa mente torna mais fácil a adequação da expectativa com a temática do filme, mas mesmo assim, nos surpreende pela relação de amor e ódio. Três filmes maravilhosos que encerram uma trilogia inesquecível. 

Traillers:

terça-feira, 13 de maio de 2008

Sombras de Goya

“O sono da razão produz monstros.”      Francisco de Goya


Tem filmes que possuem um público bem específico; é o caso de “Sombras de Goya”. Em um ambiente completamente funesto, obscuro e sujo; Francisco Goya leva sua vida artística entre favores sorridentes aos poderosos e críticas artísticas aos mesmos. Sua vida se altera quando ele se deixa envolver pelo sofrimento alheio. Daí em diante, a presença do desejo ou obrigação de ser solidário o leva a tomar atitudes que não seriam o foco inicial de sua personalidade.

A Espanha no fim do século XVIII, e inicio do século XIX, recheados de acontecimentos como a queda dos regimes absolutistas, as invasões napoleônicas e os altos e baixos da gangorra do poder, encontram em Goya, um artista que parece manter a serenidade diante dos fatos turbulentos daquele tempo. Esse mesmo Goya, artista que transita entre a crítica ácida à igreja católica, e a inevitável necessidade financeira que brota da aristocracia que ele presta seus serviços artísticos; vê esse mundo em caos, e puxado para dentro dele numa série de acontecimentos  e desgraças particulares que o forçam a agir.

Os porões do santo ofício da inquisição; a vida aristocrática; a decadência social; a obscuridade em meio a movimentos iluministas e reacionários envolvem essa trama semimedieval.

A fatalidade das contingências da vida é o ponto nefrálgico deste filme. Sua temática é compreendida no fim, quando a fatalidade parece ser o fim derradeiro de todos os acontecimentos. 

Informações Técnicas:

Título no Brasil:  Sombras de Goya
Título Original:  Goya's Ghosts
País de Origem:  Espanha
Gênero:  Drama
Classificação etária: 14 anos
Tempo de Duração: 118 minutos
Ano de Lançamento:  2006
Site Oficial:  http://www.losfantasmasdegoya.com
Direção:  Milos Forman
 

sábado, 10 de maio de 2008

Angy Alien: cinéfilos e animação

Dica do dia: Angry Alien. É um site que faz sátiras dos filmes mais conhecidos. A comédia é feita por uma animação que tem coelhos malucos como personagens. Muito legal mesmo. É só escolher o filme e ver. Detalhe: São vídeos pequenos, bem concisos. Quem quiser conferir: click aqui.

sábado, 3 de maio de 2008

A GUERRA DO FOGO



A Guerra do fogo (La Guerre du Feu), filme de Jean-Jacques Annaud, lançado em 1981, é um filme interessantíssimo. Adorei o roteiro, a despeito de algumas falhas históricas e algumas extrapolações especulativas, o filme é fantástico.Ele explora a realidade dos primeiros homens, onde o fogo é o centro do enredo. Uma tribo conseguiu, (não se sabe como, talvez um raio ou coisa do tipo), adquirir uma faísca de fogo, e a partir de então, desenvolve um culto ao fogo, mantendo uma chama em uma espécie de luminária de ossos. A vida dessa tribo gira em torno do poder e segurança que ele traz a eles, até que um dia, uma tribo mais próxima aos macacos e menos evoluída, porém mais forte fisicamente, invade a caverna e lhes toma o fogo. O desespero toma conta da tribo, que foge, indo parar em uma região pantanosa.

Três membros do grupo resolvem recuperar o fogo, e saem em uma jornada dificílima. Encontram uma tribo que detinha o fogo e através de um estratagema rouba-lhes o fogo. Na fuga levam uma fêmea de uma quarta tribo, e há algo como um romance entre ela e o líder dos excursionistas. Essa fêmea pertencia a uma tribo que já estava bem evoluída, e ao invés de manter o fogo encontrado esporadicamente na natureza, eles detêm a técnica de produzir o fogo por meio da fricção da madeira. É uma surpresa quando os três descobrem isso, eles que louvavam o fogo como algo sagrado, percebem que o próprio homem pode faze-lo.

Nessa aventura, muitas cenas são hilárias, outras dramáticas, e outras românticas. Entre as hilárias está o momento em que são perseguidos pela tribo roubada, e quando estão cercados e em menor número, os perseguidores recuam. Os perseguidos ficam orgulhosos de terem assustado os perseguidores, mas na verdade havia uma tropa de mamutes atrás deles, e isso que havia assustado os outros. Em uma cena romântica, ela ensina o macho a fazer sexo no papai-mamãe, ele, acostumado ao sexo por trás, demora pegar no tranco. Em uma cena dramática, os homens tentam reavivar a chama sagrada, e ela vai se apagando, até extinguir-se.


É bom dizer, que não há diálogos falados, são grunhidos, sons animalescos, não havendo nenhum tipo de conversação, são apenas gestos, e alguns sons que refletem signos, porém são poucos. Os atores participantes fizeram um trabalho admirável, com gestos e expressões faciais e corporais que não deixam nada a dever ao cinema falado e mudo-legendado.

O filme é uma ótima reconstituição, mas incorpora temas como amor, amizade, guerra, sentimentos e buscas bem humanas, e para quem se interessa pela temática, será, com certeza, um filme inesquecível.

FICHA TÉCNICA


Título:A guerra do fogo

Gênero: Fantasia - Aventura 

Duração: Longa metragem

Estúdio: Twentieth Century Fox Film Corp 

Direção: Jean-Jacques Annaud 

Roteiro: Gérard Brach 

quarta-feira, 16 de abril de 2008

ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ


Onde os fracos não têm vez, é um daqueles filmes tipo “Era uma vez no México”,"Coisas para fazer em Denver quando você está morto", e outros, que criam um mundo de violência absurda e empolgante dentro do mundo real. O título foi baseado em um poema de W.B. Yeats. Possui personagens muito interessantes, como o delegado que é quase impotente ou indiferente ao que se passa ao seu redor (e olha que não é pouca coisa que se passa); um psicopata, que por incrível que pareça, não vem acompanhado com nenhuma daquelas batidas análises psicológicas que o diretores adoram trazer às telas; um caçador sem o que fazer que está sempre no local certo/errado, e faz o que todos fariam/não fariam; traficantes “cucarachos” que, quando aparecem em cena, estão mais mortos do que vivos; um assassino profissional que de profissional só tem o amor à grana, mas que morre antes de dar um tiro. Falando em grana, a grana é só o ponto que gira o resto, e deixa de ter importância para o telespectador quando a trama ganha corpo. Isso tudo entre os EUA e o México, e com todo mundo ou fugindo, ou buscando algo ou alguém; e no final não achando nada além do vazio ou a morte certa, porque lições de moral não há nesse filme. É a violência e loucura em um mundo semiparalelo por si só. E chega! Uma versão dois desse filme, me faria sair pelas ruas em busca de alguns milhões de dólares e muito sangue, em meu universo análogo.

Ganhou 4 Oscars, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Javier Bardem) e Melhor Roteiro Adaptado. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Som e Melhor Edição de Som”.

 

“Ganhou 2 Globos de Ouro, nas categorias de Melhor Ator Coadjuvante (Javier Bardem) e Melhor Roteiro. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Filme - Drama e Melhor Diretor”.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford



O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford, ou no original: The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford, é um filme no mínimo estranho. Além de ser uma releitura que possui pelo menos três anteriores. Por um lado, nos traz um clima de filmes do velho oeste; por outro, segue com cortes e retrospectivas típicas dos experimentalistas que hoje já estão dentro do mundo do cinema. Um filme bem bolado, mas não esperem por surpresas, e sim por alívio. Não há surpresas mesmo nesse filme: o assassino de Jesse já é denunciado no título do próprio filme; a trama torna-se angustiante depois da primeira hora e você só pensa na hora da morte de Jesse, porque o filho de uma égua cagona não morre, e o Zé borrão do Bob não mata nem mosquito, e quando mata, faz em um desespero, e em defesa própria e do irmão, ou amigo, já não me lembro mais. Cheguei num ponto que já imaginava eu, matando o Jesse e depois torturando o Bob Covardón, e dizendo: “Seu filho de uma paca, vou te enterrar vivo no mesmo caixão do seu Jesse!!!”; “Quando você se masturba você enrola tanto assim, sua pulga de pinto!!!”. “Matasse logo que eu te daria até um doce”.

Mas, meus caros, o que melhor me regozijou nesse filme, foi a história em si. Para quem não sabe, e aliás, acho que todos vocês não sabem, é que  Jesse James realmente existiu. E era mesmo um fora-da-lei, mas o engraçado é que ele era um fazendeiro antes de ser bandidão, e quando uma companhia de trem iria atravessar uma ferrovia pela propriedade dele, ele resistiu, mas acabou saindo à força. Sua mãe morre; ele fica sem o rancho; sem grana; possui apenas uma cara de bandido, e posso até ver a cena dele na frente do espelho, e dizendo para si mesmo:

“Jesse, você é feio pra caralho. Tem uma cara de MARVARDÃO, rico você só será, se de hoje em diante você se tornar um fora-da-lei!”

Até rimou, hein? Bom, o cara é uma lenda lá nos States. Até aqui no Brasil teve novela que apresentou ele num personagem à la tupiniquim’s novel. Só lamento não ter tido mais cenas de mulher pelada e umas cachaçadas. Mas aí é pedir demais, o filme não é uma porno-chanchada.

E quanto ao alívio. É só quando o Jesse morre mesmo, e digo a vocês, nunca desejei tanto que alguém morresse logo em um filme.

sexta-feira, 28 de março de 2008

FITNA E SUBMISSION X ISLAM





Ontem (27/03) foi lançado mundialmente pela internet o filme FITNA, que significa em termos do Al Corão “Discórdia” ou “Briga”. É um filme claramente anti-islâmico, mostrando a forma violenta e odiosa com que a civilização islâmica trata e vê a nossa civilização ocidental.
Filme do holandês Geert Wilders, e que segue a esteia aberta pelo seu também compatriota Theo Van Gogh (Bisneto do irmão do pintor Van Gogh). Este último foi o diretor do filme “Submission”, em que criticava costumes islâmicos, principalmente o tratamento nada honroso dado às mulheres no mundo muçulmano. Ele foi morto em 2004 por um Muslim que vivia imigrado em Amsterdam.
Geert Wilders que tome cuidado, porque esses Árabes são loucos, com seus vestidos de virgem e suas fraudas na cabeça não poderiam ser normais.
Detalhe: O filme utilizou cenas filmadas pelos próprios árabes muçulmanos, e outras publicamente divulgadas.
Vejam os filmes no youtube, e são encontrados no dreamule e outros compartilhadores de arquivos na Net:


FITNA - (GEERT WILDERS)



SUBMISSION - (THEO VAN GOGH) com legendas em espanhol:





quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

BORAT: COMÉDIA ANTI-SEMITA JUDAICA

Nesse mundo onde a criatividade plagiada é abundante e a criatividade original está em extinção, acaba nos restando a pouca exigência diante da cultura moderna. A comédia dos hábitos humanos, que me fazem lembrar Honoré de Balzac e Nelson Rodrigues, é a grande válvula de escape para todo o tédio e mesmice criativa. Entretanto, até esse tipo de ironia mundana tem desaparecido no mar da cultura de massas. Vejam o exemplo de BORAT. O que esse ator judeu-britânico de nome Sacha Baron Cohen tem feito é uma banalidade; uma receita já conhecida de crítica de hábitos ocidentais. Mas o que me entedia nos personagens dele é a ingenuidade forçada, é aquela crítica tendenciosa; são os trejeitos copiados dos grandes humoristas; são os objetos de crítica fácil; as miscelâneas de estilos modernos para se falsear algo novo. Não digo que o filme não é hilário; ele é, sem duvido alguma; mas é tão falso e sem originalidade quanto um tênis do Paraguai de nome: “Naike”. Mas se vocês querem dois contra-pontos da comédia moderna, vejam Borat, e depois assistam “Pequena miss Sunshine”. Esse último é original e absorve as críticas no conteúdo do enredo, enquanto o primeiro pinta uma imagem plagiada e industrial fingindo ser original e crítico-alternativo. Mentem para os de bom gosto com a universalização forçada do gosto popular.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

O CHEIRO DO RALO


Vamos falar agora sobre fedor, sobre carniça, coisa fétida e putrefada. Há alguns meses o banheiro de um quarto aqui de casa estava com o sistema de descarga falhando. Passei meses deixando para lá, não precisava dele se tinha o outro funcionando bem. E assim fui levando...Mas quando a coisa fedeu de verdade, começou a me incomodar, depois a perturbar, depois a me deixar quase louco. Não queria gastar dinheiro com um vaso que só usava raramente. Coloquei uma caixa cheia de livros e bujingangas em cima, e o fedor rarificou. Menos mal, porque a descarga continua estragada e o fedor pelo menos está abafado.Esse é um fato verídico, mas o do filme “O CHEIRO DO RALO” não. Esse filme conta a história de um sujeito que é dono de um topa-tudo. Ele passa o dia todo mantendo contato com todo tipo de pessoas desesperadas. (drogados, trambiqueiros, ladrões, endividados, etc). Ele vive sozinho, em uma existência fechada em si mesmo, sem vida emocional consistente ou laços familiares.No decorrer do filme, um ralo do banheiro do escritório dele entope. Ele, assim como eu, não importa a priori, mas logo começa a buscar soluções para abafar o fedor. Aos poucos o ralo e o fedor advindo dele, passam a preencher a mente do personagem. Ele começa a ficar paranóico. Ele também começa a se interessar por outras coisas, em particular, a bunda!Ele, tão acostumado a ter as pessoas sob um controle financeiro, passa a ter que conviver com perturbações psicológicas, sociológicas, e de conduta. Torna-se mitomaníaco, pródigo e tarado. Tendo realizado sua vontade, e potencializado através do ralo, seu desejo sexual, ele se põe em perdição.É um filme brasileiro, que lembra as porno-chanchadas da década de 70, sem ser, de fato, um filme dessa baixeza. Seu enredo é psicológico sem ser analista. Tem sua origem no livro homônimo de Lourenço Mutarelli.As analogias entre o instrumento anal e o ralo são inevitáveis, assim como o fedor do ralo e o pudor moral. É um verdadeiro tratado psicológico para a plebe se divertir sem entender.Aproveitem!
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